AMA Capão Redondo enfrenta superlotação e moradores reclamam de demora no atendimento
(Foto: Agência Onipress)
Na manhã e tarde desta segunda-feira (19), o atendimento no AMA Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, foi marcado por longas filas, demora e superlotação. Relatos de moradores apontam que pacientes aguardavam por horas para serem atendidos, mesmo em casos de mal-estar, febre alta e dores intensas.
Segundo pessoas que estavam no local, faltavam médicos suficientes para a demanda e, em alguns momentos, não havia previsão de quando seriam chamados. “Cheguei às 8h da manhã e só fui atendida depois do meio-dia. E isso porque estava passando mal de verdade”, disse uma moradora, que preferiu não se identificar.
Ambulatório cheio, estrutura no limite
Pacientes também relataram que o ambiente estava abafado, com cadeiras ocupadas, crianças no colo e idosos em pé por falta de lugar. “A gente vem buscar socorro e sai ainda mais cansado, sem saber se está sendo cuidado ou esquecido”, comentou um acompanhante.

Crise no atendimento básico
A superlotação em unidades como o AMA Capão Redondo não é novidade para quem vive na região, mas a recorrência do problema levanta questionamentos: até quando a população vai lidar com descaso no atendimento de saúde básica?
